Farol da Barra

SAM_3260

40° 38′ 34.3” N / 8° 44′ 52.7” W

40.642861 / -8.747972

Concelho: Ílhavo

O projeto do Farol da Barra foi iniciado em 1885 pelo Eng. Paulo Benjamim Cabral e concluído pelo Eng. Maria de Melo e Mattos em 1893, tendo sofrido grandes restaurações em 1929.

O Farol da Barra, situado na praia com o mesmo nome, é um dos ex-líbris do Município de Ílhavo, sendo visitado anualmente por milhares de turistas que, após uma subida de 288 degraus, se deparam com uma das melhores paisagens costeiras do País.

À data da sua construção foi o sexto maior do mundo em alvenaria de pedra, continuando a ser atualmente o segundo maior da Europa, sendo considerado o 26.º mais alto do mundo.

Exibe uma imponente torre cilíndrica com 66 metros de altura, onde se situa a principal componente do farol. A sua potente lâmpada projeta um feixe luminoso visível a 22 milhas náuticas de distância (cerca de 40 quilómetros).

Inicialmente, a principal fonte luminosa era obtida por incandescência do vapor do petróleo e só em 1950 passou a ser alimentado por energia eléctrica.

Construído à entrada da barra, esta admirável obra do século passado, passou a estar de vigia toda a navegação que até aí não dispunha de orientação, evitando que estas naufragassem nos bancos de areia. As embarcações da época eram frequentemente atraídas para terra, devido à ilusão de afastamento, provocada por uma costa muito plana com as primeiras elevações a grande distância do mar.

Fonte: http://www.cm-ilhavo.pt

Este slideshow necessita de JavaScript.

Voltar

Anúncios
Categories: Faróis, Pontos de Interesse | Etiquetas: , | Deixe um comentário

Forte e Farol da Barra de Aveiro

SAM_324140° 38′ 42.1404″ N / 8° 43′ 58.3212″ W

40.645039 / -8.732867

Concelho: Ílhavo / Freguesia: Gafanha Da Nazaré

A fortaleza que protege a barra da Ria de Aveiro foi edificada no século XVII, no período pós-Restauração. Depois de 1640, a necessidade de reforçar as fronteiras do reino tornou-se uma prioridade na política da Coroa, pelo que uma das primeiras medidas de D. João IV foi a criação do Conselho de Guerra, que supervisionou uma reestruturação da rede de fortalezas fronteiriças.

Na zona de Aveiro, foi edificado um forte na ilha da Mó do Meio, na Gafanha da Nazaré, que originalmente apresentava uma planimetria abaluartada, da qual subsiste uma cortina entre dois baluartes.

Em meados do século XIX, a fortaleza perdia importância defensiva e estratégica, sendo desactivada das suas funções militares. Até aos finais da centúria ainda serviu de local de orientação para a entrada de barcos na Barra da Aveiro, perdendo essa função em 1983 com a construção do Farol da Barra.

Fonte:
Catarina Oliveira
IPPAR/2006

Este slideshow necessita de JavaScript.

Voltar

Categories: Cidadelas, Faróis, Fortalezas e Fortes, Pontos de Interesse | Etiquetas: , , | Deixe um comentário

Forte de São João da Foz

Untitled_Panorama1

41° 8′ 56.2524″ N / 8° 40′ 28.1784″ W

41.148959 / -8.674494

Concelho: Porto / Freguesia: Foz Do Douro

Foi em 1567 que a rainha regente D. Catarina ordenou ao engenheiro Simão de Ruão que executasse um projecto para edificar uma defesa abaluartada na foz do rio Douro, em redor da Igreja de São João Baptista. Este edifício, em conjunto com a capela-farol de São Miguel-o-Anjo, integravam o erudito programa mandadoIMG_8053 construir no local por D. Miguel da Silva, o malogrado bispo de Viseu, em 1527-1528.

Regressado de Itália em 1525, onde viveu na corte papal por mais de dez anos, o Bispo escolheu a foz do Douro para erigir um programa arquitectónico associado “à simbólica antiga de expressões tão emblemáticas como o farol de Alexandria, o colosso de Rodes e o mausoléu de Halicarnasso”, como se ali se recriasse o espaço marítimo de Finisterra (CRAVEIRO, 2009, p. 75). A igreja de São João Baptista fazia assim um conjunto harmonioso e complementar com a capela-farol dedicada ao Anjo São Miguel, “numa estratégia de complementaridade” (idem, ibidem). A igreja, “obra italliana e feyta à guiza de Italia” (SERRÃO, 2002, p. 58) desenvolve-se em planta rectangular, composta por dois corpos quadrados com abside hexagonal de cúpula semi-circular, impondo “novos e arrojados conceitos de espacialidade de todo avessos à tradição dominante entre nós, e integra elementos inovadores de decoração animando a ostensiva discrição do recinto” (idem, ibidem).

Em 1570 iniciavam-se as obras das muralhas abaluartadas desenhadas por Simão de Ruão, que na verdade foram erigidas à volta do conjunto renascentista, cercando-o e protegendo-o. A obra, que se apresentava fundamental devido à localização estratégica do templo face à defesa da foz do Douro, foi custeada pelo município do Porto.

SAM_3173No período que se seguiu à Restauração da Independência foi delineado pela Coroa portuguesa um plano de reestruturação da defesa da costa marítima que implicava, para além da edificação de novas fortalezas em pontos costeiros desprotegidos, a reforma e modernização das fortificações já existentes. Em 1642 chegava ao Porto o engenheiro francês Charles Lassart a quem coube “(…) a iniciativa de alargar a Fortaleza sebástica de São João da Foz, auxiliado pelo bailio Brás Pereira Brandão, sacrificando a igreja e residência beneditina, que ainda permaneciam entre os seus baluartes, e que cinco anos depois estavam já evacuadas e parcialmente demolidas. As radicais reconstruções interiores (…) e a falsa-braga furada por canhoeiras que rodeia o fosso devem ser de sua responsabilidade.” (MOREIRA, 1986, p. 77). As obras, iniciadas somente em 1646, ficariam terminadas em 1653.

Atendendo às imperfeições do terreno e à existência de uma fortificação anterior, a fortaleza seiscentistaSAM_3171 apresenta um traçado irregular de quadrilátero rectangular com três baluartes e um meio baluarte, nenhum deles regular, estando as peças de fogo nos dois baluartes virados a terra. O portal de acesso ao forte, de gosto neoclássico, foi construído já na centúria seguinte, em 1796, pelo engenheiro Reinaldo Oudinot, possuindo ponte levadiça, corredor de entrada com casamata e corpo de guarda.

Depois de, durante o século XX, ter estado anos ao abandono, o monumento recebeu uma intervenção arqueológica, da responsabilidade do Gabinete de Arqueologia Urbana da Divisão de Museus e Património Histórico e Artístico da Câmara Municipal do Porto. Actualmente, o espaço é ocupado pela sede do Instituto da Defesa Nacional.

Fonte: Catarina Oliveira – DIDA/ IGESPAR, I.P./ Maio de 2011

SAM_3169

Voltar

Categories: Cidadelas, Fortalezas e Fortes, Pontos de Interesse | Etiquetas: , | Deixe um comentário

Site no WordPress.com.

Charlotte Bang Bang

"Não tenho pressa. Pressa de quê? Não têm pressa o sol e a lua: estão certos. Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra (...)" Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

Teoria do insight

recanto pseudo-literário.

Friendlypics

"Life is like a camera. Focus on what's important and capture the good times, develop from the negatives and if things don't work out, just take another shot."

oportocool

insider's cool guide to Porto

jisbell22

Random Observations of life

Just another corner

Meeting new faces in analog.

Letíciando

por Letícia Siller

Daniel Pátaro

cinema, exploração e fotografia

west517

the world we know

Luz da imagem

A luz, essência da imagem e da fotografia. Analógica/digital; imagem real; imagem artística; Ensaios fotográficos.

LoneRider

Endless Road

____________Mille Nuovi Orizzonti__________

Nasce dall'esigenza di dare qualche informazione utile sui mezzi di trasporto, ristoranti, guesthouse, luoghi e orari dei viaggi fatti.......lasciando la poesia alla fotografia

Your Nibbled News - 2017 YNN

An affable, friendly website with its readers' interests always in mind.

aventure-se.com

faz as malas! fugimos hoje...

Living on the Edge ~~~~~~~~~~~~~~~

German - Germany - English - Chemistry - Dreams

Desabafos De Um Português

"Quando você superar o medo, encontrará coisas lindas do outro lado."

Dancing With De

Just another blog...